segunda-feira, 9 de novembro de 2015





   Pela   manhã. . .

Depois  do último temporal.

Passou um homem vendendo raios,

Relâmpagos  e  um maço de trovões.

Meu pai gostou dos Raios.

Eu desejei um lindo Relâmpago!

Mas minha mãe, já cheia de trovões. . .

Não nos deixou ficar com nenhum.

E  lá  se foi  o homem  atemporal.

Cada um vende o que tem sobrando.

Ainda  hoje, penso no lindo Relâmpago!


Mas guardo  -  é  medo dos trovões.



                                                                        Arlequim  de  Rua


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