Pela
manhã. . .
Depois do
último temporal.
Passou um homem vendendo raios,
Relâmpagos e um maço de trovões.
Meu pai gostou dos Raios.
Eu desejei um lindo Relâmpago!
Mas minha mãe, já cheia de trovões. . .
Não nos deixou ficar com nenhum.
E lá se foi o
homem atemporal.
Cada um vende o que tem sobrando.
Ainda hoje,
penso no lindo Relâmpago!
Mas guardo
- é medo dos trovões.
Arlequim de Rua
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